CEF 02

Diversidade Cultural 2015

O Centro de Ensino Fundamental 02 Escola Paroquial é um Estabelecimento de Ensino público fundado no dia 08 de fevereiro de 1937, localizado em Brasília (DF), na cidade satélite de Planaltina, que atende alunos de 04 (quatro) a 21 (vinte) anos, com atividades de 6º ao 9º séries do ensino fundamental II e 1º ao 5º ano do ensino fundamental I além de alunos de atendimento especializado pela Sala de recursos.

A escola é dirigida atualmente, pela Professora Neiva de Oliveira Badú e por uma equipe de profissionais qualificados, oferecendo aos seus alunos e pais, orientação e acompanhamento com pedagogos e orientadores.

Hoje, são atendidos quase 800 estudantes no matutino, sendo 20 por cento alunos repetentes de origem de outras unidades escolares, com idades de 14 a 20 anos, e 80 por cento de alunos matriculados regularmente e acompanhados pela coordenação pedagógica, nas quais se procuram promover, de fato, a educação com sua pluralidade cultural.

A escola realizava a festa denominada Festa das Regiões até a troca de gestores, no ano de 2007. A Festa consistia em apresentações de todos os alunos da escola, sobre as regiões sem temas definidos, que só teve sua implantação no ano de 2009, os alunos eram divididos por turmas para realização das apresentações, a organização e toda a festa eram de responsabilidade da direção sem ajuda dos professores e alunos. Os alunos só faziam uma pesquisa sobre os aspectos geográficos da região, apresentava uma comida típica, uma dança típica e nada mais, todos os alunos e professores tinham que participar da festa devido à gestão na época trabalhar de forma autoritária como nos dias atuais.

Essa experiência criou um ambiente institucional favorável à sua reativação, nesta oportunidade, como um Projeto de Intervenção – PIL voltado à pluralidade cultural, mediante a realização de um Workshop de minha autoria e formação em Especialista em Educação de Jovens e Adultos e Diversidade pela UnB.

Os atores sociais envolvidos no problema são: a equipe Diretiva da unidade, todo corpo docente e discente do CEF 02.

Os conflitos e ou confrontos na localidade em função do problema, são hoje a violência e a indisciplina que faz com que esse projeto de trabalho, na área de diversidade cultural, supõe um enfoque do ensino que tenta ressuscitar a concepção e as práticas educacionais na escola, para dar resposta às mudanças sociais, que se produzem nos jovens, e na função da qualidade da educação, e não simplesmente readaptar uma proposta do passado e atualizá-la.

A cultura é tudo aquilo que nos cerca que nos forma; nossos valores, nossas crenças, nossos comportamentos. É também tudo aquilo que produzimos através do espírito e do corpo e que, portanto, não é natural, mas que nos identifica e nos diferencia do outro. Ela compartilha de cada sociedade e de tudo aquilo que nela se inscreve, pois é a cultura que regula o nosso comportamento social. Para a representação da cultura, porém, é necessária uma linguagem: a arquitetura, a pintura, a culinária, a moda, a fotografia, a dança, o teatro, a literatura, a música, a ciência, o cinema.

O presente projeto de intervenção trata-se da questão relacionada à pluralidade cultural na formação dos alunos do Ensino Fundamental II. Tenta-se explicar a relação que há entre a pluralidade cultural e os alunos, a fim de observar o cotidiano dos mesmos, para vivenciar a pluralidade cultural junto aos próprios alunos. Visa identificar como a pluralidade cultural faz parte do cotidiano dos alunos que estudam no centro da cidade e suas diferenças. Justifica-se este projeto a importância de analisar a pluralidade cultural, refletir sobre a forma que ela é aplicada, contribuindo para um melhor desenvolvimento e valorização das diversas culturas e incentivando o próprio conhecimento do aluno no cotidiano escolar.

O objetivo é a partir da aplicação do tema transversal “pluralidade cultural” nas aulas da Matemática é desenvolver um workshop cultural como forma de estimular a abordagem do tema com as turmas do ensino fundamental II. Para isso, se utilizará de um questionário aplicado aos alunos das séries finais, elaborado, realizado e corrigido por todos os professores atuantes na mesma etapa. Concluindo que é importante haver um trabalho de conscientização direcionado aos professores da escola alertando-os da responsabilidade de trabalhar o conhecimento e a prática de atividades que tornem evidente esta pluralidade, aproximando teoria á prática pedagógica.

Alguns professores não dão à devida importância sobre a questão da pluralidade cultural em sua prática docente.

Os conhecimentos sobre a origem da cultura, para muitos alunos passam despercebidos, ou seja, por falta de explicação, por parte do professor, nas aulas práticas.

A cultura, nas aulas, geralmente está voltada somente para a questão da diversão e não estão focadas na reflexão sobre diversidade cultural.

Uma mostra cultural é um evento que aglutina várias representações da realidade de uma determinada cidade ou região, e que serve para incentivar a produção e promover a divulgação de atividades artístico-culturais; estabelecendo, por conseguinte, um elo entre a entidade que a realiza e a comunidade receptora. Além disso, o objetivo de uma mostra cultural é o de assumir a arte como uma forma de identificação, de formação e ação do cidadão, potencializando o seu pensar e sua produção no processo de construção de uma identidade individual e coletiva na sociedade.

O Workshop Cultural como possibilidade de exercício e prática da pluralidade cultural no cotidiano escolar, que nesse ano, buscará desenvolver com seus educandos e a comunidade escolar, uma ação cultural e social na sociedade local, fazendo-a pensar e produzir cultura e arte. Nossa mostra cultural nortear-se-á pela temática da Região Centro-Oeste. Isso significa exigir uma produção artística de cultura híbrida e compósita, uma vez que os alunos de origem do povo nordestino não estão, num primeiro momento, identificado com essa cultura, que, de qualquer modo lhe é subjacente, pois que compõe a brasilidade e, por conseguinte, a identidade brasiliense, em função das especificidades dos sujeitos do problema, (trabalhadores, população do campo, mulheres, negros, pessoas com necessidades educacionais especiais, dentre outros). Assim, a partir da compreensão do imaginário cultural, retratado por conterrâneos de reconhecimento internacional como Ricardo Guilherme Dicke, Manoel de Barros, Cora Coralina, Emmanuel Marinho, etc., é possível vislumbrar o quanto a identidade desses exemplos da região centro-oeste está presente na história e na formação cultural do povo brasileiro.

Prof.º Mário César Castro

 

 

Analise de uma Gestão Escolar 2015

No início do livro Ensaio sobre a Cegueira, o escritor português José Saramago traz uma advertência: “Se podes olhar, vê; e se podes ver, repara!” Quantas vezes olhamos as pessoas, as coisas e os acontecimentos sem ver? Com frequência, só atentamos para o que acontece quando alguém nos alerta: “Você já reparou em tal coisa?”

Reparar, na verdade, é ampliar o olhar para aspectos que merecem consideração e não devem passar despercebidos. Com esse propósito, convido os gestores a reparar no trabalho feito na escola, no jeito como ele é desenvolvido pelos professores, alunos e funcionários e como se articula com a comunidade. Isso representa uma tentativa de avaliar constantemente a instituição.

Concordo com os que afirmam que avaliar é difícil. Para muitos, chega a ser mesmo uma pedra no caminho. Gestores confessam ter dificuldade em avaliar o desempenho dos professores – e usam como justificativa o fato de todos serem educadores e, portanto, iguais no contexto em que trabalham. Sem dúvida, enquanto pessoas e profissionais, eles são iguais – cada um na sua individualidade. Porém, na escola, desempenham papéis diferentes. Quando se é diretor, coordenador ou orientador, é preciso reconhecer as responsabilidades que decorrem dessas funções – e avaliar é uma delas.

Talvez a dificuldade atribuída à avaliação se deva ao fato de ela constituir uma atitude crítica. É da natureza desse ato olhar um objeto com a intenção de reparar nele, de vê-lo com profundidade e abrangência, com a intenção de emitir um juízo. E não se avalia sem considerar alguns critérios que, de preferência, devem ser definidos por todos e ter como referência princípios reconhecidos como significativos. Dessa forma, não há que temer a avaliação – nem a que se faz nem aquela a que se submete.

Ao dizer que avaliar é fazer uma crítica, é preciso cuidado para que não fiquemos presos ao sentido que se dá a essa palavra, no senso comum. Aí, a crítica é considerada uma apreciação que aponta apenas o aspecto negativo do objeto enfocado. Diz-se, então, que criticar é “falar mal”: “O aluno criticou a professora”, “Os pais criticaram a escola”, “Os professores criticaram o governo”.

Isso leva a pensar que a resistência à avaliação vem da ideia restrita do termo e do ato, que empobrece o sentido do olhar crítico. No avaliar encontram-se os elementos que precisam ser corrigidos, modificados ou superados. Mas é também avaliando que são descobertas as inovações e as práticas bem-sucedidas. Ao olhar criticamente, ao botar reparo no que acontece na escola, temos a possibilidade de ver o que é bom e o que é ruim, o que anda bem e o que está inadequado. Assim, podemos nos esforçar para mudar o que não é satisfatório e aprimorar o que está indo bem.

Fazer com que os colegas da equipe gestora e os professores percebam a importância e abrangência da avaliação no dia a dia é fundamental para que o projeto construído coletivamente se desenvolva na direção pretendida. Se todos repararem no trabalho de todo mundo, há a esperança de que o conjunto ganhe em consistência e qualidade. Afinal, o bom andamento da Educação pública é responsabilidade de todos.

        Texto da Professora Doutora em Educação e Graduada em Filosofia: Terezinha Azerêdo Rios

Uma escola que necessita de Senso Critico 2014

Uma Escola antiga com muitos anos de vida, mas com professores e educadores, mesmo no mundo tecnológico e com todos os avanços, continuam com a cabeça da época da inauguração da Escola. Precisamos de avanços no pedagógico pensando em nossos alunos, não no egoísmo ou individualismo de cada educador, somos seres pensantes, que precisamos todo ano modificarmos nossa práxis pedagógica. O ser humano que não se altera, perece. O ser humano que não aceita modificação, torna se inútil. Por isso precisamos de pessoas novas em Direções de Escolas, nas Coordenações, nas Secretarias e na parte administrativa. Uma escola que não se modifica e fica parada no tempo, não obtém frutos bons, não colhe resultados, não se organiza. O trabalho é árduo muitas pessoas não gostam de se mexer e mudanças causam transtornos.

Os resultados dessas mudanças nos provocam um pensar diferente, se tivéssemos um senso critico de trabalhar em prol do que é melhor para o aluno, acabava com as picuinhas, choradeiras e reclamações de professores individualista, que pensa no seu ego, sempre falando da coordenação, elaboração de horário, escolhas de turmas, mudanças de alunos de sala de aula, qual é o resultado desse trabalho inútil com relação a parte pedagógica, nenhum, o aluno simplesmente serve como um capacho. Essas modificações só dão brilho a alguns professores, que acham que estão fazendo um bom trabalho, mas na realidade não fizeram nada os problemas pedagógicos continuam na escola, só mudaram de sala, de ano ou de professor.

Pensamos em modo operante melhor, no aluno e tenhamos um verdadeiro senso critico.

                                                                                                                                          Prof.º Mário César Castro

 

Origem Histórica, Natureza e Contexto da Instituição

“Nossa escola deverá nascer
humilde e pequenina
como um presépio.”
Frei Benevenut Casabant

“Educação: o coração de uma cidade”

Educação, tradição e desenvolvimento. Essas palavras têm significado especial para a população de Planaltina, no Distrito Federal, que elegeu como patrimônio efetivo um dos grandes pilares do crescimento do país: a escola.
Tudo começou em 31 de julho de 1882, quando o Conselho Provincial do Rio de Janeiro aprovou a ideia de criar uma escola somente para homens na pequena Vila de Mestre D’Armas, em Goiás. As sete famílias que ali moravam se reuniram para comemorar, rezar e agradecer ao padroeiro São Sebastião a criação da Aula de Primeiras Letras ( Escola ) e a oportunidade de educar seus filhos.
Com o passar dos anos, a vila cresceu e se transformou na atual Planaltina, cidade- satélite do Distrito Federal. Acompanhando o crescimento da cidade e a formação de seu povo, a Aula de Primeiras Letras não ficou parada no tempo.
Em 08 de fevereiro de 1937, na residência de Dona Etelvina da Silva Campos, sob a presidência do Frei Benevenut Casabant se concretizava um sonho audacioso: criar uma escola para atender meninos e meninas de todas as camadas sociais, mudando o nome para Escola São Sebastião de Planaltina, apelidada carinhosamente de Escola Paroquial, por pertencer à Paróquia de São Sebastião.
Já no ano 2000, transformou-se no Centro de Ensino Fundamental 02 de Planaltina, seu nome atual.
Seguindo essa linha de pensamento, nos seus 76 anos de existência, a escola Paroquial desenvolveu vários projetos e ações visando melhorar e transformar o ambiente escolar.

Continua no próximo mês…

Um Abraço,

Prof. Mário César Castro

2 pensamentos sobre “CEF 02

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