PLANALTINA

História de Planaltina DF

Para aqueles que são amantes de fotografias antigas existem cinco livros (História de Planaltina através de Fotografias), falando sobre o histórico da nossa cidade através de textos bem redigidos e imagens que nos remetem no tempo e no espaço, acessem o Blog que esta no link abaixo. O blog e o histórico é feito por ninguém mais que meu PAI, Professor, Mestre e Historiador Mário Castro um grande homem que com sua humildade faz a história da nossa cidade virar um Realidade Pioneira. Parabéns a este grande homem que não para de estudar. Um Grande Abraço e Obrigado por eu existir. PAI.

Prof. Mário César Castro (Filho)

[Link do Blog do Histórico e das Imagens Antigas de Planaltina]

 

A Realidade Pioneira e uma História de Educação

Pelo Historiador e Professor Mestre Mário Castro

O nome Mestre D’armas sempre constituiu um mistério. No lendário popular, três nomes correram as falácias, como prováveis do ferreiro. O que significa que seu cognome foi mais importante, que seu próprio, para a população da região. Em 1790, a região onde situava o ferreiro já era chamada de sítio de Mestre D’armas. Os três nomes concorrentes, passados de geração em geração foram: Januário, Antonio e Theodoro. Nada há que justifique, documentação ou registro, a indicação de um desses três nomes ao ferreiro.

Os antigos contam: o Mestre D’armas viveu aí com sua mulher, sem filhos, com criaturas calmas, ponderadas, comedidas, numa ponta de oficina, numa ponta de pensão, até às últimas décadas do século XVIII. Isto, à Rua 1º de junho, atrás do Posto de Gasolina Luza’s (onde ainda há vestígios), em Planaltina, ali viveu por 50 anos mais ou menos, do conserto de armas, de funilagem, de fundição de pequenos dotes de ouro.

Mestre D’armas! O local conservou o seu nome. Entre 1800 (Sítio de Mestre D’armas) e 1910 (Vila de Mestre D’armas) constituindo um período de um século e uma década de respeito ao patrono da terra. Embora, hoje, tudo tenha sido relegado ao esquecimento, pois até a lagoa que tinha o seu nome, hoje é chamada de “Lagoa Bonita”, o rio que tem o seu nome, muitas vezes é chamado de “São Bartolomeu”, restam poucas chácaras com o titulo e uma das ruas de Planaltina, em homenagem ao grande pioneiro.

“Educação: o coração de uma cidade” Educação, tradição e desenvolvimento. Essas palavras têm significado especial para a população de Planaltina, no Distrito Federal, que elegeu como patrimônio efetivo um dos grandes pilares do crescimento do país: a escola.
Tudo começou em 31 de julho de 1882, quando o Conselho Provincial do Rio de Janeiro aprovou a ideia de criar uma escola somente para homens na pequena Vila de Mestre D’Armas, em Goiás. As sete famílias que ali moravam se reuniram para comemorar, rezar e agradecer ao padroeiro São Sebastião a criação da Aula de Primeiras Letras (Escola) e a oportunidade de educar seus filhos.

Contam os antigos, que depois de Fazenda de Mestre D’armas ou Sítio de Mestre D’armas, veio o arraial de Mestre D’armas. Fazem ligações da história da fundação do Arraial com o acontecimento da epidemia, a promessa da doação da terra a São Sebastião e não precisam da data do começo de tudo. Daí, quando se conta, que os moradores do Sítio de Mestre D’armas foram acometidos de intensas epidemias, e que a partir disso, José Gomes, com líder, e outros proprietários do Sítio, fizeram uma promessa a São Sebastião, uma vez livres do mal, não constitui um fato estranho.

Depois de algum tempo, o povo tendo conseguido se libertar da miséria da doença encaminhou ao Santo, através dos padres de Santa Luzia, a doação de um trecho de terras. Terras equivalentes à meia légua por uma, com a incumbência dos moradores construírem um orago a São Sebastião.

Contam que o 1º sepultamento no Arraial ocorrera pelos registros do cemitério ao lado da igrejinha em 25 de janeiro de 1812, contam os antigos, que a igrejinha de São Sebastião, até aí por volta de 2 de abril de 1880, quando foi criada a Paróquia de São Sebastião, no então Distrito, era um casebre baixo, pequeno (com pouco mais da metade de sua nave), coberta com palhas, com altares humildes e rústicos.

Saint-Hilaire, em seu livro “Viagem à Província de Goiás”, no tempo em que esteve de passagem pela região e estabelecido em Santa Luzia (Luziânia, 1822), faz referências à fundação do Arraial de São Sebastião próximo da mesma Vila.

Nos arquivos de Santa Luzia e nos arquivos do Museu das Bandeiras, há documentos do período de 1810 a 1859, com ambas as denominações; “Arraial de Mestre D’armas” e “Arraial de São Sebastião de Mestre D’armas”.

Três razões nos levaram a crer que a data de fundação do arraial foi: 20 de janeiro de 1811. A primeira, que o Arraial não fora criado em 1810 devido à promessa ao santo da doação das terras, segundo é o registro de mortos pelo cemitério em 1812 e terceiro é que houve uma solenidade de criação a igreja, uma homenagem ao Santo e que tudo ocorrera em 20 de janeiro se não de 1810 e não 1812, por dedução em 1811.

Em 19 de março de 1891 o Distrito de Mestre D’armas foi elevado à categoria de vila pelo decreto nº 52, assinado pelo vice-governador Bernardo Antonio de Faria Albenaz, com desligamento de Formosa. Para assinar esse decreto foi necessário o comprimento de três exigências: criação do Paço Municipal, criação da Cadeia Pública e a Casa de Primeiras Letras, que só foi ocorrer de fato em 20 de fevereiro de 1892.

Em 2 de julho de 1910 pela Lei Estadual nº 363, a vila passou a se denominar Vila Alta-Mir (Alta miragem) devido a pela vista que tinha o povoado. E logo em 1917 houve a ultima mudança de nome para Vila de Planaltina, por força da Lei Estadual nº 541. Já em 1929 teve a criação do Grupo Escolar Municipal na casa do Cel. Salviano Monteiro, sob a direção do Dr. Joaquim Câmara, que fora substituído pela Professora Maria América Guimarães.

Enfim em 1937, fundação da Escola Paroquial de São Sebastião com ensino primário e posteriormente em 1959 em Festa do Centenário de Planaltina, que foi alertado pelo Presidente do IBGE, num telegrama, felicitando pelo transcurso do aniversário de elevação de Planaltina à categoria de Distrito, a 19 de agosto de 1859.

Com o passar dos anos, a vila cresceu e se transformou na atual Planaltina, cidade- satélite do Distrito Federal. Acompanhando o crescimento da cidade e a formação de seu povo, a Aula de Primeiras Letras não ficou parada no tempo.

Em 08 de fevereiro de 1937, na residência de Dona Etelvina da Silva Campos, sob a presidência do Frei Benevenut Casabant se concretizava um sonho audacioso: criar uma escola para atender meninos e meninas de todas as camadas sociais, mudando o nome para Escola Paroquial de São Sebastião de Planaltina, apelidada carinhosamente de Escola Paroquial, por pertencer à Paróquia de São Sebastião.

Já no ano 2000, transformou-se no Centro de Ensino Fundamental 02 de Planaltina, seu nome atual.

Seguindo essa linha de pensamento, nos seus 76 anos de existência, a escola Paroquial desenvolveu vários projetos e ações visando melhorar e transformar o ambiente escolar.

O C.E.F. 02 criou o projeto ligando as cores, que em sua versão 2004 abordou os temas: discriminação, racismo, preconceito, desigualdade e projetou para o Distrito Federal e, em especial, para Planaltina, o excelente trabalho pedagógico desenvolvido pelos profissionais da escola.

Com o projeto Ligando as Cores a escola participou de vários eventos educacionais e trouxe para Planaltina o Prêmio ao Professor 2004, na modalidade Ensino Fundamental – séries finais.

Para o 2º semestre de 2005, um grande e nobre desafio foi lançado: resgatar os 68 anos de história da escola Paroquial e atual C.E.F. 02. Alunos, professores, direção e comunidade se engajaram em uma pesquisa grandiosa para resgatar a história da escola. Todo esforço valeu a pena. A escola participou do concurso Tesouros do Brasil, promovido pela FIAT e mais uma vez, enaltece a educação realizada em Planaltina. Ficou entre os 40 melhores trabalhos do país e terá sua história publicada e divulgada para todas as instituições educacionais brasileiras.

Com 76 anos de funcionamento, o Centro de Ensino Fundamental de Planaltina faz parte da vida de grande parte dos habitantes, principalmente dos mais velhos, que estudaram aqui e hoje compartilham as lembranças de um tempo inesquecível. Com a construção de Brasília, essa memória ganhou um significado especial, já que a escola acompanhou todas as mudanças ocorridas na região. Alunos e professores, percebendo a importância do C.E.F. 02 para a cidade, criaram o Projeto Tesouros de Planaltina. Tal projeto teve como principais atividades: Pesquisa de reconstrução da história do colégio; Criação de logomarca do Projeto Tesouros de Planaltina; Participação da escola no desfile cívico-militar do aniversário da cidade; Realização do I Encontro de Sensibilização para Educação Patrimonial na Escola.

Desde 1998, em parceria com a Polícia Militar do DF, participamos do Programa de Erradicação das Drogas e Violência / PROERD – o que contribui de forma significativa no combate ao uso de drogas e da violência. Este ano, completamos dez anos com essa parceria e já temos dados significativos do sucesso de implementação do Programa com as crianças da 4ª Série do Ensino Fundamental.

Ao longo de 2007, começou a ser implementado o novo modelo de gerenciamento das escolas públicas do DF, que qualifica a administração e amplia a autonomia das escolas – a Gestão Compartilhada (Lei nº 4.036 / 2007). Em 2008, a Gestão compartilhada entrou plenamente em funcionamento com a atual equipe diretiva participando de todo o processo – que ocorreu em várias etapas – e sendo aprovada no mesmo. Após a aprovação no processo, a equipe gestora foi convidada a assinar o Termo de Compromisso, juntamente com a Secretaria de Educação, onde a escola passa a ter um conjunto de metas a serem atingidas, visando à solução de seus problemas específicos e à promoção da qualidade de ensino. Sendo assim, este ano letivo traz consigo muitas inovações e propostas que, se implementadas de forma eficaz, promoverá aprendizagens significativas e desenvolvimento global dos alunos.

Em 2008, partindo do pressuposto que qualquer Projeto Político Pedagógico deve estabelecer quais as necessidades sociais, de acordo com a sociedade e momento histórico onde se inclui, acreditamos na importância do contexto social em que o movimento de aprendizagem se estabelece, no âmbito da relação do homem com o mundo e na objetivação do homem com o mundo do trabalho, assim na construção do conhecimento como missão da escola procurou-se trabalhar a inter-relação de todos os sujeitos envolvidos no processo ensino-aprendizagem, a partir de um trabalho de dimensões mais substantivas e humanas, dentre elas, a temática da inclusão, que constituiu Tema Gerador da Proposta Pedagógica durante o ano: Inclusão Social: Resgatando Valores!

Dando prosseguimento a esta linha de pensamento e ação, para o ano letivo de 2009, trabalharemos o Tema Gerador: Valores: resgatando cidadania. A formação da cidadania se faz, antes de tudo, pelo seu exercício e a escola possui condição especial para tratar de assuntos diretamente vinculados à realidade e seus problemas. Durante o ano letivo, serão propostos momentos de participação efetiva do alunado para que princípios de valores sejam verdadeiramente apreendidos. A participação é um princípio da democracia que necessita ser trabalhado: é algo que se aprende e se ensina. A escola será um lugar possível para essa aprendizagem, se promover a convivência democrática no seu cotidiano, pois se aprende a participar, participando. É importante levar em consideração que a participação deve ser dimensionada a partir dos limites e das possibilidades dos alunos, e da complexidade das situações. Para que essa participação seja efetiva é necessária intervenção sistemática por parte dos professores, de forma planejada, garantindo o desenvolvimento da autonomia dos alunos. Utilizar-se-á da Pedagogia de Projetos, como forma de desenvolvimento das atividades de ensino e aprendizagem, por todo esse percurso, favorecendo assim a compreensão da multiplicidade de aspectos que compõem a realidade, uma vez que permite a articulação de contribuições de diversos campos de conhecimento.

Em 2012 foi vez do projeto de literatura, que proporciona ao aluno a expressão dos seus sentimentos. Sendo assim, é uma estrutura literária que deve ser valorizada no trabalho. Este projeto objetiva torná-los leitores e capazes de expressar seus sentimentos.

Literatura Anos 60 nasceu da iniciativa da professora de português, Eliane Castro, visando minimizar o alto índice de jovens que não estavam motivados para a leitura e a escrita. Trabalho esse desenvolvido com alunos de 8ª série do CEF 02 de Planaltina.

O que justificou a opção por empreender este projeto foi o fato de que ao iniciar minha experiência nesta escola deparei com situações desafiadoras no campo da aprendizagem discente, trabalhar com adolescentes nesse mundo tão virtual não é tão fácil.  É necessário que o aluno aprenda por meios lúdicos, música, teatro, dança, declamação de poesias, entre outros.

Foi trabalhada a Década de 60, através de pesquisa feita pelos alunos: cantores, escritores, personalidades, história, geografia, músicas, fatos que marcaram a década.

Para encerrar o Projeto, os alunos se reuniram em confraternização com a apresentação de danças, músicas, declamação de poesia, peça de teatro adaptada por eles. Enfim, o resultado foi maravilhoso!

 Enfim, acreditamos que a escola deve ser um lugar onde valores são pensados, refletidos e desenvolvidos através da arte do diálogo, sendo assim, trabalharemos em prol do desenvolvimento humano e moral na construção da cidadania.

O trabalho será norteado pelo enfoque na aprendizagem – dando ênfase na leitura – e para tal colocaremos em prática programas que garantam essa aprendizagem e para que o índice esperado pela escola seja alcançado.

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